button titlesMINHA VIDA

N. 1

2020: O jogo das nossas vidas

Eu comecei o ano fazendo gol contra o Manchester City, mas não conseguimos vencer o time deles, que é muito forte. Apesar disso, nossa equipe começou a evoluir bastante. Nosso jogo já melhorou bastante nesses jogos, e temos incomodado muito mais todos os nossos adversários. Algumas coisas ainda precisam ser melhoradas, mas o Carlo Ancelotti é um treinador muito acima da média e muito bacana.  Ele me dá muitos conselhos e tem sido muito importante para mim desde que chegou. Tem sido um privilégio ser treinado por um cara com a história que ele tem no futebol.

Meu desempenho também melhorou com o passar dos jogos. Nos oito primeiros jogos de 2020 fiz quatro gols e tenho me sentido cada vez mais à vontade. O Carlo me centralizou novamente no ataque, função que eu gosto muito de fazer e na qual eu comecei no profissional, lá no América, e acho que isso tem sido determinante para o meu crescimento.

O que ninguém esperava, porém, é que uma doença viesse para, muito além de parar quase todos os campeonatos do mundo, causar tanta tristeza e mortes ao redor do mundo. Passamos esses últimos meses ainda sem entender o que está acontecendo e também ainda sem sabermos qual é a solução. Minha aposta é sempre correr atrás de quem sabe o que está falando, que são os caras da ciência e das pesquisas.

Pensando nisso, buscando ajudar o povo do meu país, fechei uma parceria com a USP, onde me tornei embaixador de um projeto de arrecadação de fundos para pesquisas chamado USP Vida. Tenho muito orgulho por isso e tenho certeza de que são os estudiosos que vão nos tirar dessa.

Além da pandemia do novo Coronavírus, o mundo sofreu com muitos outros problemas. No Brasil, garotos negros morreram nas favelas. Nos Estados Unidos, a morte do George Floyd, em um flagrante caso de racismo de policiais americanos tem provocado várias manifestações ao redor do mundo. Não bastasse tudo o que a pandemia nos trouxe, ainda temos que conviver com esses velhos problemas. Mas até quando?

Como as coisas na Inglaterra começaram a se recuperar um pouco mais rápido, os níveis de contágio e mortes caiu drasticamente, nós voltamos às atividades em junho e a Premier League foi retomada.

Tem sido muito complicado me adaptar a essa nova realidade, onde a gente não pode ter contato com as outras pessoas e precisamos ficar trancados dentro de casa, enfim. Sei que tudo isso é pela nossa segurança e saúde e deve ser seguido à risca, mas é uma situação bem difícil.

Na retomada, fiz mais três gols e terminei igualando os mesmos 13 que havia feito na Premier League anterior. Acabei como o quinto brasileiro que mais marcou gols no campeonato aqui, e isso me deixou extremamente feliz. Agora, estou atrás apenas de outros jogadores que estão aqui há bem mais tempo que eu e espero crescer e chegar cada vez mais próximos dessas feras. Pra terminar com chave de ouro, ganhei dois prêmios individuais que me alegraram muito. O primeiro, o Community Champion, que premia os jogadores que fazem trabalhos sociais pela comunidade. O segundo foi o de jogador do ano do Everton - e pra minha surpresa, o troféu foi entregue pelo Neymar, um ídolo de infância e  que hoje tenho a sorte de jogar junto quando estamos na seleção.

Apesar dessas pequenas alegrias de fim de temporada, as férias dessa vez duraram bem pouco - apenas um mês e meio, contando a pré-temporada. Com isso, tivemos bem menos tempo para a preparação e já iniciamos a jornada 2020/2021. Nos primeiros sete jogos, vencemos todos e estamos na ponta da tabela, o que não acontecia já há um bom tempo com o Everton. Mas seguimos com os pés no chão e buscando o nosso lugar entre os maiores do país.

2020: O jogo das nossas vidas

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